Estruturas de ensino capturadas pelos políticos!
Lamentavelmente, e, convenhamos, não é só de agora, as estruturas de ensino foram capturadas pelos políticos.
Por um lado, aqueles que com intenções objetivas querem impor aos demais as suas ideologias. Melhor meio não poderiam ter para o fazer: capturar as estruturas de ensino.
Por outro lado, aqueles – poderíamos dizer “uns tontos”, “uns mornos” – que, como baratas tontas, nem sabem o que dizer/pensar e ficam-se pelo “agora é assim”, portanto… – em suma, os “idiotas úteis”!
Com a ressalva de que também há políticos sérios.
A novidade é que chegamos a um ponto em que já vale tudo! Basta apreciar o que ultimamente se tem dito por aí. Faz-me lembrar aquelas características personagens das Feiras Grandes do Minho que, com a sua ardileza convenciam os mais incautos – pois se o mocho do vendedor da banha da cobra abana com firmeza a cabeça para assegurar veracidade das qualidades do produto milagroso (remédio para todos os males) que o charlatão apregoava com toda a sua convicção e/ou o vendedor das toalhas do melhor linho e dos lençóis de Lordelo garantia a melhor qualidade do seu produto propagando-a pela feira em sonoros alto falantes, para além de estender em frente dos olhos do público as magníficas toalhas e lençóis… “com certeza” nada mais haverá a opor, “a garantia do produto é indiscutível”. Quanto charlatão e vendedor!…
Acresce que este tique autoritário de captura das estruturas de ensino pelos políticos, embora talvez em escalas e de formas diferentes, abrange todos os patamares de ensino. Efectivamente quem manda é o ministro/governo (poder político).
Bom, está na altura de devolver o ensino a quem tem o conhecimento, aos professores,
catedráticos e demais, às universidades e escolas e, particularmente, de expurgar estes ambientes das influências autoritárias dos políticos.
E claro, na altura de devolver a liberdade às famílias.
Assim as famílias poderão fazer escolhas em liberdade e recuperar o pacto de confiança que se impõe entre famílias e escolas/universidades.
Pelo respeito aos professores e respectivas instituições.
Por um ensino de qualidade.
Pela liberdade das famílias.
Tirania nunca mais!
Brufe VNF, 30 de Julho de 2025
Artur Mesquita Guimarães

