Pais expropriados por utilidade pública.

Margarida Miranda

18 Setembro 2018

Pais expropriados por utilidade pública. E a Vida atrás da porta…

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A propósito da Carta Aberta

A propósito da Carta Aberta

Por eu não autorizar a participação dos meus filhos nas aulas da disciplina, de “Cidadania e Desenvolvimento” recentemente criada, foi emitido um Despacho pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Prof. Doutor João Costa, a quem eu escrevi uma Carta Aberta.  A propósito dessa Carta Aberta, e para satisfazer o pedido que me foi feito, passo a tecer algumas considerações que abaixo apresento.

 

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A quem pertencem os filhos?

PEDRO VAZ PATTO

01/03/2020

A quem pertencem os filhos?

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Carta Aberta Secretário de Estado da Educação

Exmo. Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Prof. Doutor João Costa

 

Pela presente venho apresentar-lhe os meus sinceros agradecimentos!

Eu sou aquele pai e, naturalmente, também encarregado de educação, que não autoriza a participação dos filhos na disciplina, recentemente criada, de “Cidadania e Desenvolvimento (CD)”.

Não à revelia, tendo em conta que disso demos conhecimento à Escola e não só - grande parte da troca de correspondência com a escola foi com conhecimento do Sr. Ministro da Educação e da DGEstE – mas oportuna e atempadamente, desde que a disciplina foi introduzida.

 

Nada temos a temer!

 

Acontece que, na semana passada, mais propriamente no dia 27 de Fevereiro, foi-me entregue, a mim e à minha esposa, em mão própria, com direito a “Certidão de Notificação”, um Despacho subscrito por V. Exa. a 16 de Janeiro de 2020, acompanhado de outra documentação com ele relacionada, da IGEC e da DGEstE, pelo crime de lesa majestade que eu e a minha esposa teríamos cometido ao não deixar os nossos filhos participar na disciplina acima referida.

Estou-lhe agradecido, particularmente, porque esta documentação retrata inequivocamente a intenção ditatorial do Estado em, abusivamente, ocupar/invadir o espaço educativo consagrado na Constituição da República Portuguesa aos PAIS. É uma espécie de tique que já se arrasta de há uns anos a esta parte, embora agora com um avanço significativo na criação da recente disciplina, CD, elevada ao estatuto de curricular (!).

É de estranhar a falta de cuidado nas medidas preconizadas a aplicar aos meus filhos - retrocederem de anoa) e aí ficarem retidos, até que os pais decidam deixar que participem em CD - contrariando a apregoada sensibilidade do Sr. Ministro da Educação quanto à discriminação dos jovens que por qualquer motivo (coitadinhos) fiquem retidos no ano lectivo. Parafraseando o Fernando Pessa: “E esta, hein?!”.

Curiosamente, na documentação que me/nos foi apresentada, em jeito de conclusão, refere-se ainda que urge legislar no sentido de eliminar totalmente a acção dos pais junto da escola, naquilo que contraria a intenção educativa do Estado sobre os nossos filhos. Parece que ainda há por ali uma brecha, particularmente, na obediência que os filhos devem aos pais e nas sanções a aplicar aos pais que não alinhem com o sistema. Profundamente lamentável!

 

Recentemente alguém disse: “Filhos do Estado, NÃO!” – E EU SUBSCREVO.

 

Pois bem, Exmo. Senhor Secretário de Estado, desde já deve ficar a saber que, pelas obrigações e direitos que me competem enquanto pai, estarei à altura das minhas responsabilidades - pelo bem dos meus filhos, pelos direitos dos pais e pela liberdade das famílias.


Creia-me verdadeiramente agradecido.

Brufe VNF, 29 de Fevereiro de 2020

Artur Mesquita Guimarães

CC 6592742 7ZY4

 

Obs.: esta carta poderia ser fechada, mas optei por que fosse aberta porque certamente dá conta do grito silencioso de muitos pais que, por medo e/ou por ameaças, ficam inibidos de exercer a sua vontade em liberdade, junto da escola dos seus filhos, no que se refere a este assunto. 

 

a) Ambos os meus filhos obtiveram a média de 5 valores no ano transacto e, no registo de avaliação do 3º período, em apreciação global de cada um pode ler-se: “aluno empenhado, interessado e responsável” e “aluno muito interessado, empenhado e participativo. É bastante responsável”

 

A propósito da Carta Aberta - LER AQUI

 

Porquê a necessidade deste conflito?

 Carta aberta
 
Sr. Ministro da Educação
 
Há escolas do Estado que estão a violar impunemente a lei!
 
Contra a Lei Geral, querem impor aos pais que os filhos assistam à disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Ora, há pais que não querem. Estão no seu direito. E a Constituição protege-os.
 
O melhor é dizer às escolas que cumpram a Constituição da República.
 
Doutra forma, as escolas (do Estado) podem deixar de ser respeitadas.
 
Não se ponham, nem as escolas nem o Estado, em confronto com os pais.
 
Colaborem com os pais, porque aos pais compete a educação dos filhos.
 
Porquê a necessidade deste conflito?
 
Pela liberdade das famílias, pelos direitos dos pais e pelo bem dos nossos filhos!
 
Brufe VNF, 17 de Dezembro de 2019
 
Artur Mesquita Guimarães
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O que dizem os PAIS?

Canal YouTube do movimento cívico

#DeixemAsCriançasEmPaz

 

https://www.youtube.com/channel/UCoTj2XgWVnaHNd-Gt94VtIA/videos

 

 

Contra o abuso e a prepotência do Estado

Pela revogação do Despacho n.º 7247/2019, já!!!

Contra o abuso e a prepotência do Estado

« O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas» ( Constituição Portuguesa, Art. 43º, 2.)

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