O sexo está para o poder como o amor está para a autonomia

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publicado por Ana Gabriela Fernandes

 

A regra das equivalências também podia ser: O sexo está para o sentimento de posse assim como o amor está para a liberdade. Ou ainda, o sexo e o ódio andam de mãos dadas, o amor só dá as mãos à tristeza e ao desamparo; o sexo está sempre insatisfeito, o amor pré-existe e preenche tudo, a ausência e a perda.

 

Mas, claro!, falar de amor é piroso e antiquado. E certamente não serão os psicólogos e sociólogos modernaços, nem os que promoveram o sexo a tema científico, os sexólogos, a falar de amor. Na verdade, desconfio que de amor não percebem nada. Mas percebem de poder, da linguagem do poder, da sedução e manipulação, dos jogos e jogadas pouco limpas, não são eles os defensores de na guerra e no amor vale tudo?, de que amor estão aqui a falar quando equiparam amor a guerra?, não é de ódio que se fala aqui?, de poder?, de ganhar e perder?, de troféus?

 

Pois é, na ausência de amor falam muito de sexo.

 

Mas não se ficam por aqui. A perspectiva deles é a correcta. E querem impo-la aos restantes, às crianças. E o que lhes querem impingir é da maior pobreza de espírito que alguém poderia imaginar: vejam isto! Dá para acreditar?

 

Fazem bem os pais em reagir a tempo.

 

Uma criança tem uma capacidade quase infinita de observar o mundo e os outros. E uma curiosidade insaciável. Faz perguntas, algumas verdadeiramente incómodas para os pais. Que lá lhes vão respondendo como acham que será mais correcto e adaptado à idade dos filhos. São eles que melhor os conhecem, cada criança tem as suas particularidades: umas mais palradoras e expansivas, outras mais tímidas e reservadas, umas mais sociáveis, outras mais recolhidas no seu cantinho.

 

É nestas fases das perguntas sobre o corpo, como nascem os bébés, que os pais, se assim o entenderem, podem recorrer a apoio de amigos ou de psicólogos (evitar os modernaços) sobre a melhor forma de responder à sua criança, àquela criança em particular e à sua curiosidade.

 

A criança começará a visualizar uma parte da vida de forma natural, associada aos afectos, às emoções, aos sentimentos, à semelhança dos pais e dos adultos que passam lá por casa. No início esse mundo dos adultos, do quando eu for grande, é vivido de forma muito fantasiada e criativa, mas essa é a perspectiva da criança, que tem o direito de criar e construir o seu mundo e não ser confrontada com a pobreza mecanicista dos adultos, a aridez da ausência do amor dos adultos.

 

No fundo, é isto o que estes pedagogos modernaços socialistas, apoiados pelos psicólogos e sociólogos modernaços como eles, querem impor à criança: o seu modelo de vida mecanicista e artificial em que o sexo ocupa o lugar do amor, o poder ocupa o lugar da autonomia, o ódio o lugar do desamparo.

 

Aqui o sexo é mostrado à criança na sua crueza e artificialidade mecânica, destruindo de uma penada a riqueza da fantasia infantil. Bonito serviço! Nem precisamos de nos apoiar numa visão filosófica cristã, nem nos valores católicos, basta-nos a sensatez de psicólogos, pediatras, psicanalistas e sociólogos saudáveis. E quem são? Os que vos falam de amor sem qualquer vergonha. Os que vos falam de afectos, de emoções e sentimentos. Os que vos falam em promover a autonomia aliada à responsabilidade. Que sabem que a criança tem direito a crescer de modo saudável e equilibrado, a descobrir o mundo pelos seus olhos e inteligência, sem se ver condicionada à pobreza de espírito deformadora.

 

Já viram bem quem são os Conselheiros do Sexo? Os que são promovidos nas televisões, revistas e jornais? Parecem-vos criaturas equilibradas e felizes?, sensatas e autónomas? Não vos soam, pelo contrário, perfeitamente pueris e artificiais? Servem essas criaturas de modelos de adultos para as vossas crianças e adolescentes? Se vos faltassem mais argumentos, este vos bastaria para encarar de frente, sem se sentirem intimidados, a Obsessão Sexual que querem impingir às vossas crianças na escola pública. Este vos bastaria para a defesa intransigente das vossas crianças desta pedagogia doentia.

 

Nesta sobrevalorização do sexo há lugar para os acessórios, os gadgets, as sex shops, os truques para aumentar o desejo (!), para uma vida sexual satisfatória e gratificante (!!), muitas vezes receitas da transgressão que mais não são do que receitas da manipulação (!!!), mas não para o verdadeiro motor da vida, o amor, nem para a lógica do amor, a vida. Andam juntos.

 

Seguem, no fundo, uma pedagogia milenar e nem se apercebem: os gregos estão aqui, a sua decadência e pobreza na expressão e experiência dos afectos mas especialistas na manipulação mais boçal. Também os franceses estão aqui, os da escolinha das mulheres, que pretendem libertar (?) da dominação masculina (??), só para as escravizar ao prazer fortuito e vazio.

 

E até me admira - e aqui vai a polémica possível - que as mulheres adiram a esta pedagogia modernaça misógina socialista, que abomina a maternidade, chama-lhe reprodução, abomina tudo o que nos lembra a origem da vida. Só mulheres que esqueceram a sua maior dádiva, a possibilidade de gerar vida, de a trazer consigo, de a ver no mundo, é que podem aderir a esta pedagogia modernaça. Só mulheres sem auto-estima se podem deixar assim converter (e ajudar a perpetuar) à linguagem do poder.

 

E aqui está a Petição Contra a obrigatoriedade da Educação Sexual no Ensino Público.

 

http://as_coisas_essenciais.blogs.sapo.pt/tag/educa%C3%A7%C3%A3o+sexual+obrigat%C3%B3ria

 

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